Ibiti regenera mais de 1.200 hectares de Mata Atlântica 

Durante séculos, a Mata Atlântica foi pressionada pela ocupação humana, pela pecuária e pelas monoculturas. No entorno de Ibitipoca não foi diferente: pastos substituíram a floresta e, com eles, vieram o isolamento dos fragmentos e a perda de biodiversidade. Mas onde muitos enxergavam degradação e abandono, o Ibiti Projeto decidiu apostar no tempo da natureza. E, com isso, promover uma silenciosa revolução. Quarenta anos depois, os resultados estão à vista de quem vive ali. Os habitantes da região reconhecem na paisagem revigorada os frutos desse trabalho. Essa percepção agora encontra respaldo nos números que estão no relatório técnico “Análise temporal para caracterização do uso do solo e da cobertura vegetal”, feito a partir de imagens do satélite Sentinel 2.  O documento da Bioflore, empresa especializada em monitoramento ambiental, encomendado pelo Ibiti, revelou que mais de 1.200 hectares de novas florestas cresceram no território, o equivalente a quase o tamanho de todo o Parque Estadual de Ibitipoca (1.488 hectares). Esses números são efeitos de uma proposta inovadora de conservação, na visão de Heitor Filpi, CEO e cofundador da Bioflore. “Do ponto de vista da conservação, foi uma proposta super inovadora, porque eles foram comprando as fazendas do entorno, que já não davam muito lucro, e promoveram essa regeneração”, observa. “E aí começou esse processo de regeneração da vegetação, porque a pecuária foi saindo com as fazendas. E a fauna, como já se observa naquela região, também está de volta.”  Regenerar é revolucionário ✔️ 96% do território total do Ibiti (5.906 hectares) estão em regeneração  ✔️ 62% deste total estão cobertos por florestas nativas  ✔️ 21% são ocupados por candeal (formação florestal típica de campos de altitude, com árvores de baixa estatura, predominando a espécie candeia) ✔️ Apenas 15,2% são de pastagem, e menos de 1% é ocupado por benfeitorias, estradas e corpos d’água ✔️ 63% da vegetação possui mais de 38 anos, um indicativo de estabilidade ecológica e alto valor de conservação ✔️ 1.281 hectares (o equivalente a 85% da área do Parque Estadual de Ibitipoca) regenerados de forma contínua desde 1985, transformando áreas degradadas em corredores florestais interconectados. ✔️ Mais de 1.600 hectares de áreas nucleares (partes centrais dos fragmentos mais protegidas contra interferência humana)  em 40 anos ✔️ Índice de Conservação* subiu de 48 (1985) para 67 (2023) * O Índice de Estado de Conservação (IEC) da Bioflore é calculado por sensoriamento remoto e geotecnologias. O mesmo estudo indica que, sem o Ibiti, a região teria hoje menor cobertura vegetal, menor conectividade e maior fragmentação. No entorno, enquanto a regeneração florestal foi de 5.322 ha, o desmatamento chegou a 3.738 hectares. Dentro do Ibiti, a regeneração superou amplamente as perdas. Modelo de regeneração  O relatório é produto de uma primeira parte do trabalho da Bioflore, que consistiu em “estimar e informar os impactos positivos gerados pelos esforços de conservação e preservação”. Uma investigação de campo virá em 2026, para complementar a pesquisa.  Os resultados mostraram que fragmentos antes isolados se conectaram, áreas centrais se expandiram, e o chamado “efeito de borda” diminuiu. O que parecia inviável se tornou modelo de regeneração. “Foi uma surpresa muito positiva”, conta Bruno Nani, CMO da Bioflore.  “A gente já sabia da importância da Mata Atlântica, mas ver o quanto o Ibiti conseguiu avançar nesse tempo é impressionante. Estamos falando de um hotspot mundial de biodiversidade, onde a regeneração natural foi abraçada como projeto de vida.”  O relatório também destaca que a ausência do Ibiti Projeto, em um cenário hipotético, resultaria em uma drástica perda nas áreas de vegetação natural, fragmentação, conectividade e nas áreas nucleares, reforçando sua importância fundamental para a integridade ambiental da região. O que é efeito de borda? O efeito de borda é o conjunto de alterações físicas, químicas e biológicas que ocorrem na região de transição (ou “borda”) entre dois tipos diferentes de ecossistemas (como uma floresta e uma área de pastagem ou desmatada). Essa transição cria um ambiente com características intermediárias ou completamente novas, que podem ser prejudiciais à qualidade do habitat florestal original. O relatório da Bioflore mostrou que, com o trabalho de conservação realizado há décadas pelo Ibiti Projeto, o efeito de borda diminuiu sensivelmente na região. Ibiti Regenera Para Clariane Maranho, bióloga do Ibiti, transformar a percepção dessa regeneração, compartilhada pelos habitantes mais antigos da serra, em dados mensuráveis foi um passo decisivo. “Quem vive aqui já enxergava a mudança a olhos vistos: a volta dos bichos, a mata crescendo onde antes era pasto. Mas precisávamos de números para dar credibilidade e transparência”, explica.  Assim nasceu o Ibiti Regenera, iniciativa que busca neutralizar a pegada ambiental de hóspedes e colaboradores e, ao mesmo tempo, sustentar financeiramente os projetos de conservação. Neutralizar carbono aqui significa mais do que compensar emissões: significa restaurar ecossistemas, fortalecer comunidades e construir um novo modelo de convivência com a Terra.  “Não é só sobre carbono”, enfatiza Clariane. “É sobre manter vivos nossos programas de reintrodução de fauna, recuperação de solos, combate a incêndios e gestão de resíduos. O Ibiti Regenera é a forma de dar continuidade a esse cuidado.”  A paisagem ao redor do Ibiti ainda revela cicatrizes: áreas degradadas, erosão, fragmentos pequenos de mata. “Foi uma região marcada pela cafeicultura e depois pela pecuária, atividades que não tinham vocação para aquele solo”, explica Heitor Filpi. “Isso dificulta a regeneração natural e compromete o equilíbrio hídrico e ecológico.”  É nesse cenário que o Ibiti se destaca como laboratório vivo. “O que vemos aqui é revolucionário, porque não se trata apenas de preservar o que restou, mas de restaurar”, completa Heitor. “E restaurar em larga escala, mostrando que é possível devolver a floresta a seu lugar de origem.” Jardineira da floresta Entre as histórias que ajudam a entender o impacto do relatório está a da paca, um animal discreto e noturno, que ao enterrar sementes garante que novas árvores brotem no futuro. É, em certa medida, uma metáfora para o próprio Ibiti Regenera. “Ela precisa de sombra contínua, não atravessa grandes clareiras. Por isso, quanto mais conectada à floresta, maiores são

Exposição na Oca: fine art celebra o Ibiti

Unir arte, filosofia e propósito. Essa é a intenção da exposição na Oca Eudaimonia Ativa: Linhas que florescem, uma série de fine arts criadas pelo artista visual Lucas Corrêa. O convite para Lucas partiu de um propósito claro: valorizar, pela arte, os empreendimentos que moldam o Ibiti, cada um liderado por pessoas da região, guardiões da cultura local, da hospitalidade e dos caminhos de regeneração que o projeto cultiva. Para criar as obras, o artista mergulhou no vasto banco de imagens do Ibiti e selecionou, em tempo recorde, fotos que revelam alma, histórias e pertencimentos. Sobre essas imagens, ele aplicou sua técnica autoral de intervenção gráfica: o scribble, um desenho orgânico e intuitivo realizado digitalmente, que transforma cada registro em uma narrativa visual contemporânea. “Busco concentrar os traços naquilo que mais importa em cada imagem, destacando o brilho nos traços mais claros, que remetem ao que há de melhor no Ibiti: o movimento, a energia do lugar”, conta Lucas.  Um conceito que nasce na filosofia e floresce no território Inspirada no pensamento grego, especialmente em Aristóteles, Eudaimonia Ativa parte da ideia de que o florescimento humano é uma prática, uma ação contínua, e não um estado estático. A mostra traduz esse princípio em imagem: aquilo que cultivamos, regeneramos, aprendemos e compartilhamos no mundo. No Ibiti, essa filosofia encontra terra fértil. Cada empreendimento simboliza uma forma de participar da construção de uma vida plena, individual e coletiva: da Bike House ao Gaia Produtos Ecológicos, do cuidado do MIB com os muriquis à educação das crianças da Life School. “Quis me inserir em cada empreendimento com minhas linhas, me sentindo parte desse movimento, com gestos soltos e fluidos. Cada obra é também uma forma de me integrar ao ecossistema do Ibiti com a minha identidade”, destaca o artista. Arte como road show: conhecer, apoiar, investir A exposição na Oca também cumpre outra função: apresentar ao visitante, de forma estética e tocante, cada um dos empreendimentos que sustentam o Ibiti, abrindo portas para quem deseja apoiar, investir ou participar dessa construção coletiva. Aqui, arte e propósito caminham juntos. Uma obra da criança lendo representa a Life School, que pode ser apoiada pelo financiamento de bolsas. Um retrato de Carlinhos simboliza o Ibiti Remote – Areião, onde a hospitalidade local cria experiências na serra. As imagens dos muriquis se conectam ao MIB, organização fundamental para a sobrevivência da espécie. E assim, cada obra se torna um convite a olhar, entender e participar. “Espero que cada um que visita a exposição saia sentindo que o Ibiti é feito de vidas reais, de sonhos reais. E que cada sonho pode ser fortalecido por quem passa”, observa Heliane Machado, head de marketing do Ibiti. Lucas Corrêa: A expressão ativa da memória Atualmente, Lucas explora a técnica scribble, na qual linhas rápidas e entrelaçadas ganham corpo e emoção, criando textura, movimento e narrativa em cada obra. O resultado é uma estética vibrante, em que a subjetividade se expressa pela liberdade do gesto. Lucas Corrêa, 41 anos, é artista visual e constrói desde a infância uma linguagem autoral marcada pelo desenho à mão livre e pelo traço expressionista contemporâneo. Seu trabalho nasce de fotografias e imagens de referência, que ele ressignifica por meio de intervenções gráficas espontâneas. Embora viva em Belo Horizonte, Lucas tem uma conexão com a região: parte de sua família veio dessas terras. Empreendimentos do Ibiti  Ibiti Remote – AreiãoHospedagens remotas conduzidas por Mariinha e Carlinhos. Simplicidade mineira e conexão plena com a natureza Engenho LodgeO casarão de fazenda onde hospitalidade, cuidado e regeneração se encontram sob a direção de Cláudia Baumgratz Ibiti AstrosExperiências de observação do céu com Diego Gonçalves: ciência, encantamento e cosmos ao alcance do olhar MIB – Muriqui Instituto de BiodiversidadeA proteção dos maiores primatas das Américas. Um projeto essencial para regenerar a Mata Atlântica Gaia Produtos EcológicosAgricultura orgânica e regenerativa. Da terra ao prato, com respeito ao ciclo natural Ibiti OrquídeasOrquídeas e bromélias sob os cuidados de Guilherme Salgado. Beleza e biodiversidade em harmonia Ibiti Horses Vivências com cavalos que resgatam o vínculo ancestral entre humano, animal e paisagem. Sob o comando de Igor Sulex Life SchoolA escola que pulsa na Vila Mogol com direção de Heliane Machado. Educação integral, natureza e comunidade Bike HouseComandada por Miguel Giovannini, leva a experiências de liberdade e bem-estar ao pedalar com e-bikes por trilhas do Ibiti Ibiti VillageModelo único de hospedagem em casas restauradas da Vila Mogol: comunidade, autenticidade e acolhimento

Ibiti Journal: Novidades da serra na Primavera | Verão 2025/2026

O Ibiti Journal ganha mais uma edição, feita para ser saboreada de preferência ao lado de um bom café, na rede ou em meio à natureza. A grande novidade desta vez é que o Ibiti Journal nº 4 chega também impresso em inglês, além da versão em português, garantindo a experiência completa para os estrangeiros que visitam o Ibiti e para aqueles que nos acompanham de outros continentes.  Regeneração em larga escala Entre os destaques desta edição, está a matéria completa sobre o que os pesquisadores da Bioflore constataram por meio de monitoramento via satélite: o Ibiti já regenerou mais de mil hectares de florestas nativas. O estudo, encomendado pelo Ibiti, comprova, em dados e imagens, aquilo que os olhos da comunidade já viam: onde antes havia pasto hoje há floresta e um novo modelo de futuro possível. Vozes internacionais  O viajante inglês Henry Cookson respondeu às nossas perguntas lá do outro lado do mundo explicando por que quer construir uma casa no Ibiti. Já o cientista Marcelo Gleiser, reconhecido mundialmente, fala sobre espiritualidade e natureza num bate-papo durante o café da manhã no Yucca, após passar cinco dias imerso no projeto ao lado da família. Vozes locais Diretamente do Mogol, Dona Nair encanta quem pára para ouvir seus relatos com um sotaque único, que conquistou Joaquim Monteiro, membro do Conselho do Ibiti e autor do artigo sobre Serendipidade  Ficou curioso? Abra logo o Journal no link abaixo para ler! Também visitamos algumas famílias que deixaram o Engenho para saber como vivem atualmente, e foram bons momentos de lembranças com Seu Benjamin, Seu Artur, Darinho e Celeste! Da cozinha do Engenho, Dona Odette revela alguns de seus segredos no preparo da tradicional canjiquinha. Juninho, guia e fotógrafo, conta suas histórias de quando foi aprender inglês nos Estados Unidos. Arte natural: mandalas de bananeira E para completar, esta edição chega ilustrada com mandalas de bananeira. Já ouviu falar? A ideia surgiu num encontro inesperado no refeitório do Ibiti Village. A intenção era ter mandalas feitas pelas crianças da Life School ilustrando o jornal, e o projeto ganhou vida quando o casal Isabela e Luiz Adolpho, pais da pequena Elis, se juntou para criar a oficina de mandalas de bananeira.Vai lá ver como faz, a gente ensina também. E é isso: muita meditação nos mantras mineiros:  ommmmmmm uaaaaaai sôôôôôô… Leia o Ibiti Journal #4 Versão em Português (PDF) English Version (PDF) Leias as outras edições em português e inglês Notícias da serra: Leia o Ibiti Journal – Outono | Inverno 2025 Ibiti Journal 2: As novidades da primavera/verão 2024 Ibiti Journal: Conheça a primeira edição do jornal do Ibiti Projeto

Segredos da mata: conheça as árvores do Ibiti e suas histórias

Caminhar pelas trilhas do Ibiti é também atravessar o tempo: cada árvore conta uma história de regeneração, abrigo e beleza. Sua preservação começa pelo conhecimento e pelo respeito ao meio ambiente. As árvores do Ibiti guardam lendas, significados e são verdadeiras guardiãs da floresta, fornecendo sombra, abrigo e alimento para todos os seres vivos. E, claro, são encantadoras!  Pesquisadores que passaram por aqui catalogaram centenas de espécies, incluindo ipê-amarelo, quaresmeira, paineira, embaúba, mulungu, candeia, entre tantas outras. Muitas dessas árvores estão identificadas com placas, facilitando o reconhecimento durante o passeio.  Outras são protagonistas de histórias contadas por guias e moradores da região. A seguir, conheça algumas das árvores mais emblemáticas dentro do território do Ibiti Projeto, todas registradas por olhares apaixonados de visitantes e colaboradores do projeto! Ipê-amarelo Nativo da América do Sul e muito presente no Brasil, o ipê-amarelo é celebrado pela exuberância de suas flores que desabrocham no fim do inverno, tornando-se um verdadeiro símbolo nacional. Entre agosto e setembro, colore as matas do Ibiti e encanta os visitantes. As flores, consideradas comestíveis, são usadas por alguns chefs na gastronomia. E atraem diversos insetos, abelhas e pássaros, especialmente os beija-flores, que desempenham papel essencial na polinização. Quaresmeira Uma árvore ornamental nativa do Brasil, especialmente da Mata Atlântica. Costuma florescer na época da Quaresma, o que lhe dá o nome popular, chamando atenção no meio da floresta por suas vistosas flores roxas ou rosadas.  Araucária No Mirante do Cruzeiro, 42 mudas de araucária foram plantadas, formando o símbolo da paz. Essa espécie, que se destaca na paisagem a caminho do Areião, existe no planeta há cerca de 200 milhões de anos. Floresce entre outubro e dezembro. Produz pinhas que contêm o pinhão, que amadurece entre abril e junho e serve de alimento para os animais, como a gralha-azul, e os humanos. Jequitibá No Ibiti, foram plantadas duas mudas: uma no Engenho Lodge e outra na Vila Mogol, em frente ao restaurante Yucca. Patrimônio da Mata Atlântica, o jequitibá – que pode viver por mais de 500 anos – reflete o compromisso do Ibiti Projeto com a longevidade e a sustentabilidade. Está entre as árvores mais altas da flora brasileira, podendo atingir de 50 a 60 metros de altura. Oferece abrigo e alimento para diversas espécies da fauna, que se aproveitam de seus frutos e da proteção de seus galhos elevados. Mulungu Presente em diversas áreas do Ibiti, essa árvore é endêmica do Brasil e conhecida tanto por suas propriedades medicinais quanto por sua beleza. Também chamado de bico-de-papagaio, é tradicionalmente utilizado como calmante natural, podendo ser encontrado em chás, cápsulas ou tinturas. Entre junho e setembro, floresce em tons vermelhos vibrantes, enquanto perde suas folhas, atraindo principalmente beija-flores. Sapopema (Árvore dos Sete Cavaleiros) Uma sapopema de mais de 350 anos com tronco oco desperta a curiosidade de quem passa pela trilha no meio da mata próxima ao Garnet. A lenda conta que, durante uma forte tempestade, sete viajantes encontraram abrigo em seu interior, despertando a curiosidade sobre a espessura do seu tronco oco por dentro. Seus frutos são cápsulas lenhosas que se abrem liberando sementes aladas. Candeia  Nativa do Cerrado e Campos Rupestres, a candeia possui madeira resistente e aromática, rica em óleo essencial utilizado na medicina popular e na indústria de cosméticos. Suas flores brancas ou amareladas desabrocham entre março e maio. Juçara  A palmeira juçara é fundamental para a regeneração florestal, mas está ameaçada pela extração do palmito. No Ibiti, seus frutos são aproveitados para a produção de juçaí (similar ao açaí), geleias e sorvetes, enquanto as sementes são reintroduzidas na natureza, incentivando a conservação. Na vila Mogol, diversas mudas foram plantadas com o envolvimento da comunidade, que também participa da celebração da Festa da Juçara. Paineira Entre as Estátuas e o Garnet, destaca-se um majestoso exemplar de paineira, cujo tronco e flores chamam a atenção na paisagem. Floresce intensamente no verão e outono. Os frutos são grandes e, ao amadurecer, liberam paina sedosa.

The Long Run: Ibiti recebe encontro global sobre regeneração

Desenvolvimento e natureza caminham lado a lado. Este é o mote do Annual Members Meeting 2025 da rede The Long Run, que acontece de 26 a 30 de outubro de 2025 no Ibiti Projeto, em Minas Gerais, reunindo alguns dos destinos mais comprometidos do planeta com conservação, cultura, comunidade e comércio consciente: os 4Cs que norteiam a filosofia da rede. Fundada sob o guarda-chuva da Zeitz Foundation, The Long Run conecta e apoia empreendimentos que atuam como guardiões de ecossistemas e agentes de transformação social. Hoje, a rede protege milhões de hectares de áreas naturais em todo o mundo e influencia políticas, práticas e investimentos voltados ao turismo de impacto positivo. O tema central do encontro deste ano é “Resilient Commerce for Lasting Impact Across the 4Cs” — Comércio resiliente para impacto duradouro nos 4Cs. Durante cinco dias, o Ibiti será o cenário de painéis, imersões e vivências que unem negócios e natureza, explorando temas como “Empreendedorismo e inclusão como motores da regeneração”, “Conectando paisagens e líderes para mudança sistêmica”, e “Ética, integridade e o futuro da conservação”. Participações Entre os nomes confirmados estão Stephan Bruckner (Wolwedans, Namíbia), Roberto Klabin (Caiman Pantanal, Brasil), Thais Corral (Sinal do Vale, Brasil), Michael Dyer (Borana Lodge, Quênia), Philippa Roe (Six Senses Laamu, Maldivas) e Wouter Jordaan (Tswalu Kalahari, África do Sul), além de representantes de reservas biológicas, ilhas privadas e iniciativas regenerativas da América Latina, África e Ásia. As experiências do encontro incluem yoga ao nascer do sol, trilhas pelas cachoeiras e matas do Ibiti, visitas à Vila de Mogol, encontros com empreendedores locais e uma parada especial na Casa dos Muriquis, onde o biólogo Fabiano de Melo apresenta o projeto pioneiro de reprodução assistida do maior primata das Américas. O painel “Beyond the Obvious” trará Claudia Baumgratz (Ibiti Engenho Lodge), Joaquim Monteiro (Sertões MTB) e Alex Soderberg (Ibiti Vegan), discutindo como o Ibiti amplia sua missão de regeneração através de eventos e experiências que inspiram diferentes públicos. No caminho certo  “Receber o encontro da The Long Run no Ibiti é uma confirmação de que estamos no caminho certo. Compartilhamos com essa comunidade a crença de que regenerar é um verbo que se conjuga com ações, e que o turismo pode ser uma poderosa força de transformação.” “Destinos regenerativos lideram pelo exemplo, mostrando que o turismo pode ser uma força para o bem. Nossos membros não têm medo de fazer perguntas difíceis, falar sobre fracassos, compartilhar lições aprendidas e construir sobre elas, porque o verdadeiro progresso requer honestidade e coragem. Afinal, o valor que oferecemos aos hóspedes reside na singularidade de nossas paisagens e na autenticidade de nossas conexões, o que nos torna guardiões naturais de ecossistemas, culturas e das comunidades que os protegem.” Sobre o futuro e o impacto do evento, Johanna Barba ressalta: “Esperamos que os participantes saiam de Ibiti inspirados tanto pelo lugar quanto pelas pessoas. A programação foi desenhada para refletir o espírito ousado de Ibiti, sua criatividade na construção de comunidade, seu profundo respeito pela natureza e sua celebração da cultura em todas as suas formas. Esses dias são projetados para despertar novas ideias e nos desafiar a pensar de forma diferente sobre a regeneração na prática. Mas, mais do que isso, esperamos que todos saiam com um renovado senso de conexão uns com os outros e com a missão compartilhada que temos como membros do The Long Run. O que torna esta comunidade especial é sua autenticidade: um espaço para trocas honestas, sem ego ou pretensão, onde podemos nos reconectar, recarregar as energias e fortalecer nossa capacidade coletiva de criar mudanças positivas”. O encerramento será marcado pela fala de Hugo Cambraia, CEO do Ibiti Projeto, apresentando o programa Ibiti Regenera, uma iniciativa de longo prazo que simboliza o compromisso do projeto com os próximos 2.000 anos de regeneração. O encontro da The Long Run no Ibiti representa a convergência de uma comunidade que sonha, trabalha e planta o futuro de forma coletiva.