Descubra o Ibiti e viva a natureza como você nunca imaginou

Nos limites do Parque Estadual de Ibitipoca, em Minas Gerais, existe um lugar que não se explica apenas por destino de turismo regenerativo com hospedagens de luxo. O Ibiti é um projeto socioambiental de 6 mil hectares que une regeneração da Mata Atlântica, experiências sensoriais exclusivas, arte, ciência e um jeito próprio de viver e celebrar, no tempo da natureza. Aqui, antigas áreas de pasto deram espaço a florestas vivas. E cada experiência nasce da mesma pergunta: como viver melhor, com menos impacto e mais sentido? Arte que toca o céu No alto da serra, esculturas monumentais criadas para o Festival Burning Man, na Califórnia, ganham nova vida em diálogo com a paisagem mineira. Cenário para observação do céu, programas intimistas como meditação e sound healing, passeios de bike ou a cavalo, piqueniques em grupos de amigos e familiares ou mesmo para a comemoração de uma data especial em total privacidade. Gastronomia da terra Com mais de 100 variedades de alimentos orgânicos cultivados pelo Ibiti Gaia dentro do próprio território, o Ibiti pratica, diariamente, o conceito de garden to table. O que chega ao prato nasce ali, respeitando o solo, o tempo e quem produz. Música na vila Ao entardecer, um piano do século XIX ecoa no Gaia Café, em uma pequena vila mineira chamada Mogol. Não há pressa. Não há excesso. Apenas música, paisagem e a sensação rara de que o tempo parou para que se possa ouvir. Muriquis: ciência, coragem e esperança O Ibiti abriga um dos projetos mais relevantes do mundo para a conservação dos muriquis, que são os maiores primatas das Américas e estão criticamente ameaçados de extinção. Trata-se de um trabalho inédito, que une ciência, pesquisa de ponta, cuidado e compromisso de longo prazo. Programas personalizados que conectam a sua essência Dos primeiros raios do sol ao cair da noite, o Ibiti convida a viver a natureza em todos os ritmos em roteiros desenvolvidos com exclusividade para você e quem mais estiver a seu lado: passeios de bike por trilhas, banhos de cachoeiras, terapias especiais nos spas, com piscina aquecida, banheiras ao ar livre, arte espalhada pela paisagem e mirantes para o nascer e o pôr do sol, além de observação de astros. Há ainda escola, oca, pomar, orquidário, café, restaurante,cinema, praia de água doce, lago e muito mais. Famílias, crianças, casais, solteiros…Todos são muito bem-vindos a conhecer esse “portal de possibilidades”. O Ibiti sedia o Sertões MTB Ibitipoca há cinco anos consecutivos. Abriga o Muriqui Sounds – evento de música, arte e gastronomia nas Estátuas, que vai para sua quinta edição em 2026. O jeitim Ibiti de ser A gente costuma dizer que o Ibiti é quase um país, com seu jeito próprio de ser, pensar e falar. Aqui, português e inglês se misturam com sotaque carregado de mineirice. Filosofia clássica convive com saberes da comunidade. Empreendedorismo caminha ao lado das tradições locais. No Ibiti, aprende-se com o passado, celebra-se o presente e reimagina-se o futuro. Dormir também é uma experiência As formas de hospedagem refletem diferentes maneiras de se relacionar com o Ibiti Engenho Lodge — um elegante casarão de fazendaVillage — casas confortáveis integradas à vila e à vida localRemote — refúgios silenciosos em total conexão com a naturezaOca — construída por indígenas do Xingu, acolhe gruposGlamping — conforto sob céu estrelado Reconhecimento mundial O Ibiti mostra que é possível unir excelência, conforto, cultura e impacto positivo real Sistema B — desde 2017 Robb Report 2023 — entre os 50 melhores hotéis do mundo Condé Nast Johansens 2024/2025/2026 — Excelência em sustentabilidade The Long Run — turismo com propósito Onde fica Nos limites do Parque Estadual de IbitipocaLima Duarte — MGComo chegar • Voos exclusivos SP–Ibiti em pista de pouso privativa do Ibiti Projetoflyflapper.com• Helipontos exclusivos• De carro: acesso pela rodovia LMG-871 Saiba mais ibiti.com @ibitiprojeto @ibiti.village @ibitiengenho Reservas (32) 98449-2200 (32) 99984-7626 IBITI Um lugar para sentir e sair diferente
Ibiti regenera mais de 1.200 hectares de Mata Atlântica

Durante séculos, a Mata Atlântica foi pressionada pela ocupação humana, pela pecuária e pelas monoculturas. No entorno de Ibitipoca não foi diferente: pastos substituíram a floresta e, com eles, vieram o isolamento dos fragmentos e a perda de biodiversidade. Mas onde muitos enxergavam degradação e abandono, o Ibiti Projeto decidiu apostar no tempo da natureza. E, com isso, promover uma silenciosa revolução. Quarenta anos depois, os resultados estão à vista de quem vive ali. Os habitantes da região reconhecem na paisagem revigorada os frutos desse trabalho. Essa percepção agora encontra respaldo nos números que estão no relatório técnico “Análise temporal para caracterização do uso do solo e da cobertura vegetal”, feito a partir de imagens do satélite Sentinel 2. O documento da Bioflore, empresa especializada em monitoramento ambiental, encomendado pelo Ibiti, revelou que mais de 1.200 hectares de novas florestas cresceram no território, o equivalente a quase o tamanho de todo o Parque Estadual de Ibitipoca (1.488 hectares). Esses números são efeitos de uma proposta inovadora de conservação, na visão de Heitor Filpi, CEO e cofundador da Bioflore. “Do ponto de vista da conservação, foi uma proposta super inovadora, porque eles foram comprando as fazendas do entorno, que já não davam muito lucro, e promoveram essa regeneração”, observa. “E aí começou esse processo de regeneração da vegetação, porque a pecuária foi saindo com as fazendas. E a fauna, como já se observa naquela região, também está de volta.” Regenerar é revolucionário ✔️ 96% do território total do Ibiti (5.906 hectares) estão em regeneração ✔️ 62% deste total estão cobertos por florestas nativas ✔️ 21% são ocupados por candeal (formação florestal típica de campos de altitude, com árvores de baixa estatura, predominando a espécie candeia) ✔️ Apenas 15,2% são de pastagem, e menos de 1% é ocupado por benfeitorias, estradas e corpos d’água ✔️ 63% da vegetação possui mais de 38 anos, um indicativo de estabilidade ecológica e alto valor de conservação ✔️ 1.281 hectares (o equivalente a 85% da área do Parque Estadual de Ibitipoca) regenerados de forma contínua desde 1985, transformando áreas degradadas em corredores florestais interconectados. ✔️ Mais de 1.600 hectares de áreas nucleares (partes centrais dos fragmentos mais protegidas contra interferência humana) em 40 anos ✔️ Índice de Conservação* subiu de 48 (1985) para 67 (2023) * O Índice de Estado de Conservação (IEC) da Bioflore é calculado por sensoriamento remoto e geotecnologias. O mesmo estudo indica que, sem o Ibiti, a região teria hoje menor cobertura vegetal, menor conectividade e maior fragmentação. No entorno, enquanto a regeneração florestal foi de 5.322 ha, o desmatamento chegou a 3.738 hectares. Dentro do Ibiti, a regeneração superou amplamente as perdas. Modelo de regeneração O relatório é produto de uma primeira parte do trabalho da Bioflore, que consistiu em “estimar e informar os impactos positivos gerados pelos esforços de conservação e preservação”. Uma investigação de campo virá em 2026, para complementar a pesquisa. Os resultados mostraram que fragmentos antes isolados se conectaram, áreas centrais se expandiram, e o chamado “efeito de borda” diminuiu. O que parecia inviável se tornou modelo de regeneração. “Foi uma surpresa muito positiva”, conta Bruno Nani, CMO da Bioflore. “A gente já sabia da importância da Mata Atlântica, mas ver o quanto o Ibiti conseguiu avançar nesse tempo é impressionante. Estamos falando de um hotspot mundial de biodiversidade, onde a regeneração natural foi abraçada como projeto de vida.” O relatório também destaca que a ausência do Ibiti Projeto, em um cenário hipotético, resultaria em uma drástica perda nas áreas de vegetação natural, fragmentação, conectividade e nas áreas nucleares, reforçando sua importância fundamental para a integridade ambiental da região. O que é efeito de borda? O efeito de borda é o conjunto de alterações físicas, químicas e biológicas que ocorrem na região de transição (ou “borda”) entre dois tipos diferentes de ecossistemas (como uma floresta e uma área de pastagem ou desmatada). Essa transição cria um ambiente com características intermediárias ou completamente novas, que podem ser prejudiciais à qualidade do habitat florestal original. O relatório da Bioflore mostrou que, com o trabalho de conservação realizado há décadas pelo Ibiti Projeto, o efeito de borda diminuiu sensivelmente na região. Ibiti Regenera Para Clariane Maranho, bióloga do Ibiti, transformar a percepção dessa regeneração, compartilhada pelos habitantes mais antigos da serra, em dados mensuráveis foi um passo decisivo. “Quem vive aqui já enxergava a mudança a olhos vistos: a volta dos bichos, a mata crescendo onde antes era pasto. Mas precisávamos de números para dar credibilidade e transparência”, explica. Assim nasceu o Ibiti Regenera, iniciativa que busca neutralizar a pegada ambiental de hóspedes e colaboradores e, ao mesmo tempo, sustentar financeiramente os projetos de conservação. Neutralizar carbono aqui significa mais do que compensar emissões: significa restaurar ecossistemas, fortalecer comunidades e construir um novo modelo de convivência com a Terra. “Não é só sobre carbono”, enfatiza Clariane. “É sobre manter vivos nossos programas de reintrodução de fauna, recuperação de solos, combate a incêndios e gestão de resíduos. O Ibiti Regenera é a forma de dar continuidade a esse cuidado.” A paisagem ao redor do Ibiti ainda revela cicatrizes: áreas degradadas, erosão, fragmentos pequenos de mata. “Foi uma região marcada pela cafeicultura e depois pela pecuária, atividades que não tinham vocação para aquele solo”, explica Heitor Filpi. “Isso dificulta a regeneração natural e compromete o equilíbrio hídrico e ecológico.” É nesse cenário que o Ibiti se destaca como laboratório vivo. “O que vemos aqui é revolucionário, porque não se trata apenas de preservar o que restou, mas de restaurar”, completa Heitor. “E restaurar em larga escala, mostrando que é possível devolver a floresta a seu lugar de origem.” Jardineira da floresta Entre as histórias que ajudam a entender o impacto do relatório está a da paca, um animal discreto e noturno, que ao enterrar sementes garante que novas árvores brotem no futuro. É, em certa medida, uma metáfora para o próprio Ibiti Regenera. “Ela precisa de sombra contínua, não atravessa grandes clareiras. Por isso, quanto mais conectada à floresta, maiores são
Comunidade Ibiti transforma o nascer do sol em ritual

No Ibiti, o nascer do sol é celebrado o ano inteiro. Um mesmo horizonte visto de muitos lugares, por muitos olhos, em dias diferentes. Para muitos, um hábito que não perde o encantamento. E por isso a cena inspira muitos cliques feitos por quem acorda cedo todas as manhãs: o recomeço de um novo dia. Quando a comunidade foi convidada a compartilhar imagens do sol nascendo no Ibiti – para ilustrar as celebrações de passagem de ano que ganhou o nome de Ibiti Rise -, a resposta veio de forma espontânea. Em poucos instantes, dezenas de fotografias surgiram. Ângulos distintos, cores únicas, instantes capturados por cada olhar especial. O que une todas elas não é a técnica, mas o sentimento, a percepção de que ali, naquele primeiro raio de luz, existe algo que desperta. Essa multiplicidade de olhares diz muito sobre o espírito do Ibiti, um lugar liberdade, onde cada pessoa experimenta a natureza à sua maneira, mas compartilhando a mesma essência. O nascer do sol, escolhido como imagem-símbolo do Ibiti Rise, traduz exatamente isso: o novo ano não começa com fogos ou excessos, mas com consciência e presença. Veja as imagens enviadas por colaboradores do Ibiti ao grupo Comunidade a pedido do Ibiti News! Um fim de ano para sentir A programação de Ano Novo no Ibiti Village, um dos conceitos de hospedagem na Vila Mogol, foi desenhada como um percurso conectado à natureza. Dias que convidam à desaceleração, ao encontro e à celebração consciente. Entre práticas de yoga ao amanhecer, circuito pelas águas de Ibitipoca, colheita no Gaia, almoço farm to table, concerto de piano e noites embaladas por música ao vivo, o tempo ganha outro ritmo. Um ritmo que respeita o corpo, a paisagem e os ciclos naturais. O ponto de convergência acontece no dia 31 de dezembro, com a celebração da passagem de ano Ibiti Rise. O plantio da paz, o sound healing ao entardecer e a chegada da noite na Oca criam o espaço para atravessar o ano com intenção. A trilha sonora fica por conta da banda Reggae Feelings, trazendo leveza, dança e vibração positiva para a virada. Vire o ano como quem abre uma nova página No dia seguinte, o Ibiti convida a meditar à beira da água. Tudo sugerindo que as comemorações de Ano Novo se transformem em um estado que se prolonga. Assim como o nascer do sol, que não acontece de repente, mas se revela aos poucos, o Ibiti Rise propõe um começo que amadurece com o tempo. Um convite para atravessar o ano com mais clareza, mais conexão e mais verdade. No Ibiti, o novo ano começa de dentro para fora. Venha viver o Ibiti Rise Central de Reservas: (32) 98449-2200
Segredos da mata: conheça as árvores do Ibiti e suas histórias

Caminhar pelas trilhas do Ibiti é também atravessar o tempo: cada árvore conta uma história de regeneração, abrigo e beleza. Sua preservação começa pelo conhecimento e pelo respeito ao meio ambiente. As árvores do Ibiti guardam lendas, significados e são verdadeiras guardiãs da floresta, fornecendo sombra, abrigo e alimento para todos os seres vivos. E, claro, são encantadoras! Pesquisadores que passaram por aqui catalogaram centenas de espécies, incluindo ipê-amarelo, quaresmeira, paineira, embaúba, mulungu, candeia, entre tantas outras. Muitas dessas árvores estão identificadas com placas, facilitando o reconhecimento durante o passeio. Outras são protagonistas de histórias contadas por guias e moradores da região. A seguir, conheça algumas das árvores mais emblemáticas dentro do território do Ibiti Projeto, todas registradas por olhares apaixonados de visitantes e colaboradores do projeto! Ipê-amarelo Nativo da América do Sul e muito presente no Brasil, o ipê-amarelo é celebrado pela exuberância de suas flores que desabrocham no fim do inverno, tornando-se um verdadeiro símbolo nacional. Entre agosto e setembro, colore as matas do Ibiti e encanta os visitantes. As flores, consideradas comestíveis, são usadas por alguns chefs na gastronomia. E atraem diversos insetos, abelhas e pássaros, especialmente os beija-flores, que desempenham papel essencial na polinização. Quaresmeira Uma árvore ornamental nativa do Brasil, especialmente da Mata Atlântica. Costuma florescer na época da Quaresma, o que lhe dá o nome popular, chamando atenção no meio da floresta por suas vistosas flores roxas ou rosadas. Araucária No Mirante do Cruzeiro, 42 mudas de araucária foram plantadas, formando o símbolo da paz. Essa espécie, que se destaca na paisagem a caminho do Areião, existe no planeta há cerca de 200 milhões de anos. Floresce entre outubro e dezembro. Produz pinhas que contêm o pinhão, que amadurece entre abril e junho e serve de alimento para os animais, como a gralha-azul, e os humanos. Jequitibá No Ibiti, foram plantadas duas mudas: uma no Engenho Lodge e outra na Vila Mogol, em frente ao restaurante Yucca. Patrimônio da Mata Atlântica, o jequitibá – que pode viver por mais de 500 anos – reflete o compromisso do Ibiti Projeto com a longevidade e a sustentabilidade. Está entre as árvores mais altas da flora brasileira, podendo atingir de 50 a 60 metros de altura. Oferece abrigo e alimento para diversas espécies da fauna, que se aproveitam de seus frutos e da proteção de seus galhos elevados. Mulungu Presente em diversas áreas do Ibiti, essa árvore é endêmica do Brasil e conhecida tanto por suas propriedades medicinais quanto por sua beleza. Também chamado de bico-de-papagaio, é tradicionalmente utilizado como calmante natural, podendo ser encontrado em chás, cápsulas ou tinturas. Entre junho e setembro, floresce em tons vermelhos vibrantes, enquanto perde suas folhas, atraindo principalmente beija-flores. Sapopema (Árvore dos Sete Cavaleiros) Uma sapopema de mais de 350 anos com tronco oco desperta a curiosidade de quem passa pela trilha no meio da mata próxima ao Garnet. A lenda conta que, durante uma forte tempestade, sete viajantes encontraram abrigo em seu interior, despertando a curiosidade sobre a espessura do seu tronco oco por dentro. Seus frutos são cápsulas lenhosas que se abrem liberando sementes aladas. Candeia Nativa do Cerrado e Campos Rupestres, a candeia possui madeira resistente e aromática, rica em óleo essencial utilizado na medicina popular e na indústria de cosméticos. Suas flores brancas ou amareladas desabrocham entre março e maio. Juçara A palmeira juçara é fundamental para a regeneração florestal, mas está ameaçada pela extração do palmito. No Ibiti, seus frutos são aproveitados para a produção de juçaí (similar ao açaí), geleias e sorvetes, enquanto as sementes são reintroduzidas na natureza, incentivando a conservação. Na vila Mogol, diversas mudas foram plantadas com o envolvimento da comunidade, que também participa da celebração da Festa da Juçara. Paineira Entre as Estátuas e o Garnet, destaca-se um majestoso exemplar de paineira, cujo tronco e flores chamam a atenção na paisagem. Floresce intensamente no verão e outono. Os frutos são grandes e, ao amadurecer, liberam paina sedosa.
Portal do Spinoza: A natureza como templo

Entre a filosofia e o infinito, um símbolo se destaca no alto do Ibiti. No topo do Chapadinho a 1.200 metros de altitude, uma estrutura branca e silenciosa convida à contemplação. É o Portal do Spinoza, que combina arquitetura, filosofia e espiritualidade em perfeita harmonia com a paisagem. De longe, a fachada lembra a de uma igreja. De perto, revela uma porta monumental de seis metros de altura, adquirida há mais de 20 anos. O sino repousa no alto, completando a cena que une o sagrado e o terreno. A visão por trás do Portal A inspiração nasceu de uma imagem simples. Renato Machado, idealizador do Ibiti Projeto, viu uma fachada de igreja no Nordeste, lembrou das portas antigas e, como estava lendo “O segredo de Spinoza”, veio a ideia da construção. “Você abre o portal e enxerga Deus, porque se você não consegue ver Deus naquela vista maravilhosa, não vai achar Deus em lugar nenhum”, disse concordando com o filósofo. Aqui a beleza da natureza é a própria experiência do divino. Harmonia e contemplação Segundo o engenheiro Hugo Cambraia, o portal segue as proporções da razão áurea, princípio que rege as formas mais harmoniosas encontradas na natureza e nas artes. São 16 metros de comprimento, 11 de altura e apenas 1 de largura, medidas que traduzem equilíbrio e proporção perfeitos. Feito em alvenaria, o monumento se encaixa no terreno, de onde se descortina um panorama de 360 graus. De lá é possível avistar a vertente leste do Parque Estadual do Ibitipoca, o Areião, o Pico do Peão, os morros Pão de Angu e Cabeça de Formiga, o povoado de Pedro Teixeira, e, à distância, as luzes de Juiz de Fora. Em dias límpidos, o olhar alcança até o Pico da Bandeira, na Serra do Caparaó. Deus sive Natura O nome do Portal homenageia Baruch Spinoza (1632–1677), o filósofo holandês que redefiniu a noção de Deus e inaugurou uma nova forma de espiritualidade. Para Spinoza, Deus e Natureza são uma só e mesma realidade, uma substância infinita que se manifesta em tudo o que existe. “Tudo o que existe, existe em Deus, e sem Deus nada pode existir ou ser concebido”,escreveu em sua obra-prima, Ética. Diferente das tradições que colocam o divino fora do mundo, Spinoza o via em cada montanha, em cada pedra, em cada pensamento. A liberdade humana, dizia ele, está em compreender as leis da natureza e viver em harmonia com elas. Por isso, o Portal de Spinoza é mais do que um mirante: é uma travessia simbólica entre o racional e o contemplativo, entre o pensamento e a experiência direta do sagrado. Um espaço vivo O espaço pode receber meditações, práticas de yoga, soundhealing, cafés da manhã contemplativos, encontros e cerimônias ao nascer do sol. O local também serve de cenário para eventos personalizados, como celebrações e casamentos, onde a decoração é a própria natureza. Saiba mais ibiti.com @ibitiprojeto @ibiti.village @ibitiengenho
Lobo-guará dá à luz dois filhotes dentro do Ibiti

Uma cena rara e emocionante aconteceu no Areião, dentro do Ibiti: uma fêmea de lobo-guará deu à luz dois filhotes em plena natureza. O fato, relatado por um morador da região, que avistou os animais, é motivo de celebração e reforça a importância dos esforços de conservação em áreas protegidas. Ainda não temos registros dos filhotes. A imagem que ilustra esta matéria foi registrada por uma câmera trap do Ibiti Projeto, no Areião, em outro momento. Embora não retrate o nascimento, é um registro real de um lobo-guará que circulou por ali. Escolher esse território em regeneração como abrigo e berçário é, por si só, um sinal de confiança. O lobo-guará, espécie símbolo do Cerrado brasileiro, é considerado um indicador de saúde ambiental: só permanece e se reproduz em ambientes equilibrados e preservados. “É um presente da natureza e um marco para todos que trabalham pela regeneração desse ecossistema”, destaca Clariane Maranho, do Departamento de Regeneração do Ibiti. “Mas também é um momento que exige atenção e respeito: por estar com filhotes, a fêmea pode adotar comportamento mais protetor, o que é natural em qualquer espécie”. Como agir ao avistar um lobo-guará Espécie ameaçada de extinção, o lobo–guará cumpre um papel vital no equilíbrio ecológico, ajudando a controlar populações de pequenos animais e a dispersar sementes por onde passa. Sua sobrevivência depende diretamente da conservação de seu habitat e de uma convivência respeitosa com os humanos. Que essa nova geração de lobinhos nos lembre, mais uma vez, que cuidar da natureza é cuidar do futuro de todos nós.
Férias com crianças no Ibiti: Diversão e conexão com a natureza

Programação inclui piquenique nas Estátuas, observação de estrelas, visita aos muriquis e muito mais