{"id":8440,"date":"2026-03-03T15:21:39","date_gmt":"2026-03-03T18:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ibiti.com\/?p=8440"},"modified":"2026-03-17T19:29:13","modified_gmt":"2026-03-17T22:29:13","slug":"conheca-o-muriqui-e-veja-por-que-e-urgente-preservar-a-especie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ibiti.com\/en\/conheca-o-muriqui-e-veja-por-que-e-urgente-preservar-a-especie\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o muriqui e veja por que \u00e9 urgente preservar a esp\u00e9cie"},"content":{"rendered":"<p>Todo mundo conhece a on\u00e7a-pintada. J\u00e1 ouviu falar do mico-le\u00e3o-dourado. S\u00e3o s\u00edmbolos da fauna brasileira. Mas poucos sabem que o Brasil abriga o maior primata das Am\u00e9ricas e que ele pode desaparecer sem que a maioria da popula\u00e7\u00e3o sequer tenha ouvido seu nome. Estamos falando do muriqui-do-norte, esp\u00e9cie end\u00eamica da Mata Atl\u00e2ntica e criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. Restam cerca de mil indiv\u00edduos na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mudar esse destino, o Ibiti Projeto, em parceria com a ONG <a href=\"https:\/\/mib.org.br\/\">Muriqui Biodiversity Institute <\/a>(MIB), desenvolve uma iniciativa in\u00e9dita no Brasil: a Muriqui House. Ali, oito muriquis vivem hoje sob monitoramento cient\u00edfico, em uma \u00e1rea integrada \u00e0 floresta regenerada. Cada um carrega uma hist\u00f3ria de sobreviv\u00eancia. E juntos ajudam a reconstruir o futuro da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhos n\u00e3o param por a\u00ed. Para ampliar a diversidade gen\u00e9tica e fortalecer a popula\u00e7\u00e3o local, ser\u00e3o reintroduzidos mais oito muriquis nas matas do Ibiti Projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou curioso? Leia a seguir mais detalhes sobre essa iniciativa pioneira no mundo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O que s\u00e3o os muriquis?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" data-id=\"8444\" src=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI--683x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-8444\" srcset=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI--683x1024.webp 683w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI--200x300.webp 200w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI--768x1152.webp 768w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI--8x12.webp 8w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-.webp 900w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"415\" data-id=\"8443\" src=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-IMG.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-8443\" srcset=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-IMG.webp 600w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-IMG-300x208.webp 300w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-IMG-18x12.webp 18w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Existem duas esp\u00e9cies diferentes de muriqui no Brasil, vivendo em \u00e1reas geogr\u00e1ficas distinta: O muriqui-do-norte (<em>Brachyteles hypoxanthus<\/em>) ocorre no sul da Bahia, em Minas Gerais, no Esp\u00edrito Santo e na por\u00e7\u00e3o norte do Rio de Janeiro. J\u00e1 o muriqui-do-sul (<em>Brachyteles arachnoides<\/em>) habita o sul de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Paran\u00e1. <\/p>\n\n\n\n<p>Ambas as esp\u00e9cies est\u00e3o amea\u00e7adas. Mas a situa\u00e7\u00e3o do muriqui-do-norte \u00e9 ainda mais delicada, e \u00e9 justamente essa esp\u00e9cie que vive na regi\u00e3o do Ibiti e protagoniza a hist\u00f3ria da Muriqui House.<\/p>\n\n\n\n<p>O muriqui pode atingir at\u00e9 15 quilos e mais de um metro de comprimento com a cauda. Tamb\u00e9m conhecido como mono-carvoeiro, desloca-se com impressionante leveza pelas copas das \u00e1rvores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em tupi-guarani, \u201cmuriqui\u201d significa \u201cpovo manso da floresta\u201d. Eles n\u00e3o disputam poder com agressividade. N\u00e3o h\u00e1 macho alfa dominante. Conflitos s\u00e3o resolvidos com longos abra\u00e7os. Por isso ganharam o apelido de \u201chippies da floresta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o exclusivamente vegetarianos e desempenham papel ecol\u00f3gico crucial: ao se alimentarem de frutos e folhas, dispersam sementes, ajudando a regenerar a Mata Atl\u00e2ntica. Onde h\u00e1 muriqui, a floresta se fortalece.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que est\u00e3o amea\u00e7ados?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O principal problema \u00e9 a fragmenta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>A floresta que antes era cont\u00ednua hoje est\u00e1 dividida em pequenos fragmentos isolados por pastagens, cercas e estradas.<\/p>\n\n\n\n<p>As f\u00eameas, ao atingirem a maturidade, precisam migrar para outros grupos para garantir diversidade gen\u00e9tica. Mas, ao sair de seus fragmentos, muitas encontram barreiras intranspon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem conectividade entre \u00e1reas de floresta, n\u00e3o h\u00e1 troca gen\u00e9tica.&nbsp; Sem troca gen\u00e9tica, as popula\u00e7\u00f5es enfraquecem. Salvar o muriqui exige mais do que prote\u00e7\u00e3o: exige reconstruir conex\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Muriqui House: uma opera\u00e7\u00e3o pela sobreviv\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"333\" src=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-Eliot.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-8445\" srcset=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-Eliot.webp 500w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-Eliot-300x200.webp 300w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/MURIQUI-Eliot-18x12.webp 18w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Eliot \u00e9 o primeiro filhote de muriqui nascido em ambiente controlado<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No entorno do Parque Estadual do Ibitipoca, o Ibiti Projeto, em parceria com o Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), a Universidade Federal de Vi\u00e7osa, o Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Primatas Brasileiros (ICMBio) e a Universidade de Wisconsin\u2013Madison (EUA), mant\u00e9m o Muriqui House, centro de manejo, pesquisa, reabilita\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o populacional da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um espa\u00e7o monitorado, integrado \u00e0 mata regenerada, onde indiv\u00edduos isolados ou resgatados podem viver em grupo, sob acompanhamento t\u00e9cnico. Hoje, oito muriquis vivem ali.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo come\u00e7ou com Luna e Bertolino, dois irm\u00e3os remanescentes das florestas da regi\u00e3o. Depois vieram as f\u00eameas Ecol\u00f3gica e Socorro. Morfeu foi encontrado rec\u00e9m-nascido, quase sem vida. Sobreviveu gra\u00e7as aos cuidados intensivos da equipe do MIB e hoje integra o grupo. Nena e Cora chegaram por meio de resgates e passam por processo de adapta\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Eliot nasceu ali. Filho de Bertolino, macho da regi\u00e3o, com Ecol\u00f3gica, f\u00eamea proveniente de outro grupo, Eliot foi o primeiro filhote de muriqui nascido de forma natural dentro de um ambiente controlado. Seu nascimento representa um marco na reconex\u00e3o gen\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o local. E \u00e9 a prova de que o trabalho obt\u00e9m resultados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"NITRO | Doc | A vida de Eliot\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fxtpcFScqkQ?feature=oembed&#038;enablejsapi=1&#038;origin=https:\/\/ibiti.com\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption class=\"wp-element-caption\">Assista ao document\u00e1rio &#8220;A vida de Eliot&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma hist\u00f3ria que quase terminou e recome\u00e7ou<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cO que aconteceu aqui \u00e9 algo extraordin\u00e1rio\u201d, resume a bi\u00f3loga Fernanda Tabacow, diretora do Muriqui Instituto de Biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando o MIB come\u00e7ou o trabalho no Ibiti Projeto, em 2002, foram avistados cerca de 10 muriquis na regi\u00e3o. Ao longo de 12 anos, essa popula\u00e7\u00e3o entrou em decl\u00ednio cont\u00ednuo, at\u00e9 que, em 2014, restavam apenas dois machos, um cen\u00e1rio cr\u00edtico, que apontava para a extin\u00e7\u00e3o local da esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>A virada se deu a partir de 2019. \u201cEm um per\u00edodo de apenas seis a sete anos, conseguimos reverter essa trajet\u00f3ria: resgatamos f\u00eameas em situa\u00e7\u00e3o de risco em outras regi\u00f5es, formamos um novo grupo e chegamos a oito indiv\u00edduos, incluindo o nascimento de um muriqui aqui. Ou seja, em metade do tempo que levou para a popula\u00e7\u00e3o praticamente desaparecer, conseguimos reconstru\u00ed-la.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com a chegada de mais um grupo de oito indiv\u00edduos, a perspectiva para 2026 \u00e9 alcan\u00e7ar 16 muriquis vivendo na regi\u00e3o, divididos em dois grupos. \u201cIsso n\u00e3o apenas evita a extin\u00e7\u00e3o local do muriqui-do-norte, como cria as condi\u00e7\u00f5es para uma popula\u00e7\u00e3o geneticamente mais saud\u00e1vel e vi\u00e1vel no longo prazo. \u00c9 uma grande vit\u00f3ria\u201d, celebra Fernanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja os principais marcos da iniciativa, para entender como essa hist\u00f3ria se desenrolou:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Linha-do-tempo-Muriqui-do-Norte.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"500\" src=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Linha-do-tempo-Muriqui-do-Norte.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-8512\" srcset=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Linha-do-tempo-Muriqui-do-Norte.webp 2000w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Linha-do-tempo-Muriqui-do-Norte-300x75.webp 300w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Linha-do-tempo-Muriqui-do-Norte-1024x256.webp 1024w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Linha-do-tempo-Muriqui-do-Norte-768x192.webp 768w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Linha-do-tempo-Muriqui-do-Norte-1536x384.webp 1536w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Linha-do-tempo-Muriqui-do-Norte-18x5.webp 18w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A nova etapa: ampliar grupos e diversidade<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3xima etapa do projeto prev\u00ea novas reintrodu\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o do Ibiti Projeto, um movimento cuidadosamente planejado para fortalecer a popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o primat\u00f3logo <strong>Fabiano Melo<\/strong>, professor da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV) e conselheiro do MIB, o foco agora \u00e9 estruturar grupos sociais completos e geneticamente diversos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosso objetivo \u00e9 formar ao menos dois grupos distintos e garantir maior variabilidade gen\u00e9tica entre eles. Sem diversidade, n\u00e3o h\u00e1 resili\u00eancia populacional. E sem grupos socialmente est\u00e1veis, n\u00e3o h\u00e1 futuro para a esp\u00e9cie\u201d, explica.<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que isso importa?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>&#8220;Salvar o muriqui n\u00e3o \u00e9 apenas preservar uma esp\u00e9cie carism\u00e1tica. \u00c9 proteger uma esp\u00e9cie guarda-chuva, cuja conserva\u00e7\u00e3o fortalece toda a biodiversidade ao redor, da qual tamb\u00e9m dependemos. \u00c9 garantir a regenera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, protegendo suas nascentes e mantendo o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico. \u00c9 contribuir para regular o clima&#8221;, argumenta Marcello Nery, presidente do MIB.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 decidir que o maior primata das Am\u00e9ricas n\u00e3o ser\u00e1 lembrado apenas como uma nota de rodap\u00e9 na hist\u00f3ria ambiental do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Conhe\u00e7a o MIB<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"450\" src=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Muriqui.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-8446\" srcset=\"https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Muriqui.webp 600w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Muriqui-300x225.webp 300w, https:\/\/ibiti.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Muriqui-16x12.webp 16w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Equipe monitora sa\u00fade dos muriquis por meio de exames e an\u00e1lises cl\u00ednicas <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O Muriqui Instituto de Biodiversidade \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental dedicada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos muriquis e de seu habitat na Mata Atl\u00e2ntica h\u00e1 mais de dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o MIB monitora cerca de 700 indiv\u00edduos na natureza, distribu\u00eddos em dezenas de projetos em parceria com institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o utiliza tecnologia de ponta para ampliar a efici\u00eancia da conserva\u00e7\u00e3o, incluindo rastreamento por chips, c\u00e2meras de monitoramento e an\u00e1lise comportamental e gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, acima de tudo, o MIB acumula d\u00e9cadas de conhecimento cient\u00edfico sobre a esp\u00e9cie. conhecimento que sustenta a estrat\u00e9gia aplicada na Muriqui House. E ainda promove educa\u00e7\u00e3o ambiental, conscientiza\u00e7\u00e3o de visitantes e apoio \u00e0 pesquisa acad\u00eamica.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Find out more: <a href=\"https:\/\/mib.org.br\/\">mib.org.br <\/a>| Instagram: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mib_muriqui\/\">@mib_muriqui<\/a><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>How it all began<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Tudo come\u00e7ou em 1982, quando Carlinhos Repetto adquiriu a Fazenda do Engenho, na regi\u00e3o de Lima Duarte (MG)&nbsp; e simplesmente permitiu que a mata retomasse seu espa\u00e7o sobre um antigo cafezal. Seu entusiasmo logo contagiou o primo e amigo Renato Machado, que, ao lado do irm\u00e3o Marcelo Machado, se tornou s\u00f3cio de Carlinhos. Juntos, al\u00e9m de construir a Pousada do Engenho, iniciaram um intenso trabalho de regenera\u00e7\u00e3o ambiental, erradicando a braqui\u00e1ria e replantando \u00e1rvores da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>O que come\u00e7ou como Reserva do Ibitipoca tornou-se Comuna do Ibitipoca e, hoje, \u00e9 o Ibiti Projeto: um territ\u00f3rio onde a regenera\u00e7\u00e3o da natureza caminha lado a lado com o bem-estar, a inova\u00e7\u00e3o e a hospitalidade em um cen\u00e1rio marcado por belas cachoeiras, hotelaria de luxo e obras de arte, como as gigantes Est\u00e1tuas de metal reciclado. Atualmente, seis mil hectares de pastagens degradadas est\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o, sequestrando carbono e restaurando o equil\u00edbrio perdido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi tamb\u00e9m Carlinhos quem primeiro alertou para a preserva\u00e7\u00e3o dos muriquis-do-norte na regi\u00e3o. Durante anos, ele buscou registros da esp\u00e9cie que sabia existir na Mata do Luna, a partir de relatos de moradores. Sua perseveran\u00e7a foi recompensada quando conseguiu o primeiro registro fotogr\u00e1fico de um muriqui no local, comprovando sua ocorr\u00eancia. Na \u00e9poca, encontrou \u00e1rvores em plena florada de muricis \u2013 alimento essencial dos macacos \u2013 marcadas para serem derrubadas. Convenceu Renato Machado a adquirir a Mata do Luna, garantindo a preserva\u00e7\u00e3o daquele habitat crucial.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Muriqui Sounds: m\u00fasica para a floresta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a preserva\u00e7\u00e3o dos muriquis, o Ibiti Projeto tamb\u00e9m aposta na for\u00e7a da cultura e recebe mais uma edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/muriquisounds\/\">Muriqui Sounds<\/a>, festival realizado pelo Privil\u00e8ge Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A festa re\u00fane m\u00fasica eletr\u00f4nica, arte e gastronomia vegetariana em meio \u00e0 natureza e \u00e0s ic\u00f4nicas Est\u00e1tuas do projeto. O encontro se torna uma plataforma de divulga\u00e7\u00e3o da causa dos muriquis e do trabalho desenvolvido na Muriqui House em parceria com o Muriqui Instituto de Biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao unir m\u00fasica, arte e natureza, o festival ajuda a levar a hist\u00f3ria do muriqui-do-norte para novos p\u00fablicos, lembrando que proteger a biodiversidade tamb\u00e9m depende de sensibilizar as pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Read more<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ibiti.com\/en\/dia-do-muriqui-como-comecou-a-preservacao-no-ibiti\/\">Muriqui Day: how preservation began in Ibiti<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ibiti.com\/en\/ibiti-regenera-mais-de-1-200-hectares-de-mata-atlantica\/\">Ibiti regenerates more than 1,200 hectares of Atlantic Forest&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/oryx\/article\/muriqui-house-conservation-management-to-support-the-recovery-of-the-northern-muriqui-brachyteles-hypoxanthus-in-ibitipoca-minas-gerais-brazil\/4553EE00B03C6AAF20F9C60518F6F718\">Casa do Muriqui: manejo de conserva\u00e7\u00e3o para apoiar a recupera\u00e7\u00e3o do muriqui-do-norte&nbsp;<br><em>(Brachyteles hypoxanthus)<\/em>&nbsp;em Ibitipoca, Minas Gerais, Brasil<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo mundo conhece a on\u00e7a-pintada. J\u00e1 ouviu falar do mico-le\u00e3o-dourado. S\u00e3o s\u00edmbolos da fauna brasileira. Mas poucos sabem que o Brasil abriga o maior primata das Am\u00e9ricas e que ele pode desaparecer sem que a maioria da popula\u00e7\u00e3o sequer tenha ouvido seu nome. Estamos falando do muriqui-do-norte, esp\u00e9cie end\u00eamica da Mata Atl\u00e2ntica e criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. Restam cerca de mil indiv\u00edduos na natureza. Para mudar esse destino, o Ibiti Projeto, em parceria com a ONG Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), desenvolve uma iniciativa in\u00e9dita no Brasil: a Muriqui House. Ali, oito muriquis vivem hoje sob monitoramento cient\u00edfico, em uma \u00e1rea integrada \u00e0 floresta regenerada. Cada um carrega uma hist\u00f3ria de sobreviv\u00eancia. E juntos ajudam a reconstruir o futuro da esp\u00e9cie. Os trabalhos n\u00e3o param por a\u00ed. Para ampliar a diversidade gen\u00e9tica e fortalecer a popula\u00e7\u00e3o local, ser\u00e3o reintroduzidos mais oito muriquis nas matas do Ibiti Projeto.&nbsp; Ficou curioso? Leia a seguir mais detalhes sobre essa iniciativa pioneira no mundo. O que s\u00e3o os muriquis? Existem duas esp\u00e9cies diferentes de muriqui no Brasil, vivendo em \u00e1reas geogr\u00e1ficas distinta: O muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) ocorre no sul da Bahia, em Minas Gerais, no Esp\u00edrito Santo e na por\u00e7\u00e3o norte do Rio de Janeiro. J\u00e1 o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides) habita o sul de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Paran\u00e1. Ambas as esp\u00e9cies est\u00e3o amea\u00e7adas. Mas a situa\u00e7\u00e3o do muriqui-do-norte \u00e9 ainda mais delicada, e \u00e9 justamente essa esp\u00e9cie que vive na regi\u00e3o do Ibiti e protagoniza a hist\u00f3ria da Muriqui House. O muriqui pode atingir at\u00e9 15 quilos e mais de um metro de comprimento com a cauda. Tamb\u00e9m conhecido como mono-carvoeiro, desloca-se com impressionante leveza pelas copas das \u00e1rvores.&nbsp; Em tupi-guarani, \u201cmuriqui\u201d significa \u201cpovo manso da floresta\u201d. Eles n\u00e3o disputam poder com agressividade. N\u00e3o h\u00e1 macho alfa dominante. Conflitos s\u00e3o resolvidos com longos abra\u00e7os. Por isso ganharam o apelido de \u201chippies da floresta\u201d. S\u00e3o exclusivamente vegetarianos e desempenham papel ecol\u00f3gico crucial: ao se alimentarem de frutos e folhas, dispersam sementes, ajudando a regenerar a Mata Atl\u00e2ntica. Onde h\u00e1 muriqui, a floresta se fortalece. Por que est\u00e3o amea\u00e7ados? O principal problema \u00e9 a fragmenta\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica. A floresta que antes era cont\u00ednua hoje est\u00e1 dividida em pequenos fragmentos isolados por pastagens, cercas e estradas. As f\u00eameas, ao atingirem a maturidade, precisam migrar para outros grupos para garantir diversidade gen\u00e9tica. Mas, ao sair de seus fragmentos, muitas encontram barreiras intranspon\u00edveis. Sem conectividade entre \u00e1reas de floresta, n\u00e3o h\u00e1 troca gen\u00e9tica.&nbsp; Sem troca gen\u00e9tica, as popula\u00e7\u00f5es enfraquecem. Salvar o muriqui exige mais do que prote\u00e7\u00e3o: exige reconstruir conex\u00f5es. Muriqui House: uma opera\u00e7\u00e3o pela sobreviv\u00eancia No entorno do Parque Estadual do Ibitipoca, o Ibiti Projeto, em parceria com o Muriqui Instituto de Biodiversidade (MIB), a Universidade Federal de Vi\u00e7osa, o Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Primatas Brasileiros (ICMBio) e a Universidade de Wisconsin\u2013Madison (EUA), mant\u00e9m o Muriqui House, centro de manejo, pesquisa, reabilita\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o populacional da esp\u00e9cie. \u00c9 um espa\u00e7o monitorado, integrado \u00e0 mata regenerada, onde indiv\u00edduos isolados ou resgatados podem viver em grupo, sob acompanhamento t\u00e9cnico. Hoje, oito muriquis vivem ali. Tudo come\u00e7ou com Luna e Bertolino, dois irm\u00e3os remanescentes das florestas da regi\u00e3o. Depois vieram as f\u00eameas Ecol\u00f3gica e Socorro. Morfeu foi encontrado rec\u00e9m-nascido, quase sem vida. Sobreviveu gra\u00e7as aos cuidados intensivos da equipe do MIB e hoje integra o grupo. Nena e Cora chegaram por meio de resgates e passam por processo de adapta\u00e7\u00e3o social. Eliot nasceu ali. Filho de Bertolino, macho da regi\u00e3o, com Ecol\u00f3gica, f\u00eamea proveniente de outro grupo, Eliot foi o primeiro filhote de muriqui nascido de forma natural dentro de um ambiente controlado. Seu nascimento representa um marco na reconex\u00e3o gen\u00e9tica da popula\u00e7\u00e3o local. E \u00e9 a prova de que o trabalho obt\u00e9m resultados. Uma hist\u00f3ria que quase terminou e recome\u00e7ou \u201cO que aconteceu aqui \u00e9 algo extraordin\u00e1rio\u201d, resume a bi\u00f3loga Fernanda Tabacow, diretora do Muriqui Instituto de Biodiversidade. \u201cQuando o MIB come\u00e7ou o trabalho no Ibiti Projeto, em 2002, foram avistados cerca de 10 muriquis na regi\u00e3o. Ao longo de 12 anos, essa popula\u00e7\u00e3o entrou em decl\u00ednio cont\u00ednuo, at\u00e9 que, em 2014, restavam apenas dois machos, um cen\u00e1rio cr\u00edtico, que apontava para a extin\u00e7\u00e3o local da esp\u00e9cie. A virada se deu a partir de 2019. \u201cEm um per\u00edodo de apenas seis a sete anos, conseguimos reverter essa trajet\u00f3ria: resgatamos f\u00eameas em situa\u00e7\u00e3o de risco em outras regi\u00f5es, formamos um novo grupo e chegamos a oito indiv\u00edduos, incluindo o nascimento de um muriqui aqui. Ou seja, em metade do tempo que levou para a popula\u00e7\u00e3o praticamente desaparecer, conseguimos reconstru\u00ed-la.\u201d Agora, com a chegada de mais um grupo de oito indiv\u00edduos, a perspectiva para 2026 \u00e9 alcan\u00e7ar 16 muriquis vivendo na regi\u00e3o, divididos em dois grupos. \u201cIsso n\u00e3o apenas evita a extin\u00e7\u00e3o local do muriqui-do-norte, como cria as condi\u00e7\u00f5es para uma popula\u00e7\u00e3o geneticamente mais saud\u00e1vel e vi\u00e1vel no longo prazo. \u00c9 uma grande vit\u00f3ria\u201d, celebra Fernanda. Veja os principais marcos da iniciativa, para entender como essa hist\u00f3ria se desenrolou: A nova etapa: ampliar grupos e diversidade A pr\u00f3xima etapa do projeto prev\u00ea novas reintrodu\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o do Ibiti Projeto, um movimento cuidadosamente planejado para fortalecer a popula\u00e7\u00e3o local. Segundo o primat\u00f3logo Fabiano Melo, professor da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV) e conselheiro do MIB, o foco agora \u00e9 estruturar grupos sociais completos e geneticamente diversos. \u201cNosso objetivo \u00e9 formar ao menos dois grupos distintos e garantir maior variabilidade gen\u00e9tica entre eles. Sem diversidade, n\u00e3o h\u00e1 resili\u00eancia populacional. E sem grupos socialmente est\u00e1veis, n\u00e3o h\u00e1 futuro para a esp\u00e9cie\u201d, explica. Por que isso importa? &#8220;Salvar o muriqui n\u00e3o \u00e9 apenas preservar uma esp\u00e9cie carism\u00e1tica. \u00c9 proteger uma esp\u00e9cie guarda-chuva, cuja conserva\u00e7\u00e3o fortalece toda a biodiversidade ao redor, da qual tamb\u00e9m dependemos. \u00c9 garantir a regenera\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, protegendo suas nascentes e mantendo o equil\u00edbrio ecol\u00f3gico. \u00c9 contribuir para regular o clima&#8221;, argumenta Marcello Nery, presidente do MIB. E \u00e9 decidir que o maior primata das Am\u00e9ricas n\u00e3o ser\u00e1 lembrado apenas como uma nota de rodap\u00e9 na hist\u00f3ria ambiental do pa\u00eds. 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