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Biodiversidade

Extração da polpa do fruto da Palmeira Juçara pode salvar a árvore da extinção

A Palmeira Juçara (Euterpe edulis) é uma árvore nativa da Mata Atlântica, cujo nome vem do tupi guarani “o que dá farpas ou lascas”. Isso, graças à formação do seu tronco, de onde se extrai o palmito. Palmito esse que infelizmente vem sendo um dos responsáveis pela extinção da planta. Isso porque o corte provoca a morte da árvore, já que ela não possui capacidade de rebrote. Portanto, o corte ilegal de palmito, a plantação de monoculturas e a derrubada da floresta para pecuária vêm sendo os principais responsáveis pela diminuição da população da Palmeira Juçara.

Mas felizmente, muitos agricultores perceberam que não é mais vantagem derrubar a palmeira, pois podem extrair seu fruto e dele produzir uma polpa muito semelhante ao tradicional açaí vindo do açaizeiro do Norte (Euterpe oleracea). No entanto, essa polpa seria muito mais rica em nutrientes. A novidade, portanto, além de ser uma ótima fonte de renda para as famílias do campo, torna necessário que os agricultores mantenham as plantações de Palmeira Juçara vivas.

A boa notícia deve ser comemorada já que a Palmeira Juçara é fundamental para a Mata Atlântica. Ao todo, mais de 70 espécies de animais se alimentam das suas flores, frutos e folhas. Dentre elas estão a abelhas nativa, o beija-flor, o tucano, o jacu, o sabiá, o esquilo, a cutia, o veado, o porco-do-mato, a anta, o macacos-prego e muitos outros. Portanto, a diminuição ou extinção da Palmeira Juçara em algumas regiões atinge todas as espécies que a consomem, podendo comprometer sua sobrevivência. Esse papel tão importante garantiu à Juçara o apelido de “o leite da floresta”.

 

Conheça algumas características da Palmeira Juçara

A Palmeira Juçara também é chamada de Içara, Palmito doce, Palmito branco ou Açaí da Mata Atlântica. De porte médio, ela alcança normalmente de 5 a 10 metros de altura e 15 cm de diâmetro de caule. As raízes são fasciculadas e pouco profundas, o que permite seu plantio próximo à construções. Além disso, as plantas jovens (até 3 anos) podem ser cultivadas em vasos, em interiores bem iluminados. Elas só não toleram sombreamento total ou sol pleno.

No vídeo a seguir, mostramos a colheita da Juçara, que acontece desde 2013 na Reserva do Ibitipoca, com o cuidado de não causar danos a planta e garantir o estoque alimentar dos animais:

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